Elementary - 1.04: The Rat Race


"Haven't you heard? I've been through a trauma."

Todos nós temos que enfrentar os nossos medos ou conflitos internos. Dessa vez chegou a hora de Holmes encarar essa fase.

Como nós sabemos desde o começo da série (aliás, esse fato é toda a base da estrutura do seriado), Holmes teve todo um problema com drogas. Depois de sair da reabilitação, Watson entra na jogada, sendo contratada pelo pai de Holmes para “ficar de olho” em sua situação em relação a drogas (no começo, era tudo por causa do pai dele, mas, convenhamos, acho que nem o Holmes mais quer que a Watson vá embora). A partir daí, começa a série.

No caso dessa semana, Holmes teve que enfrentar seus demônios. Acho que desde o começo, todos nós sabíamos que essa hora chegaria. Não se introduz um assunto delicado assim se não for para “influenciar” na série em si. Contratado por uma grande empresa (nós temos visões fora da polícia), Holmes fica sucumbido de achar um de seus funcionários mais influentes.

Como esperado, depois de uma investigação básica (assim considerando a visão de Holmes sobre a investigação, porque, eu admito que às vezes me perco nas deduções), eles o acham morto por uma suposta overdose de heroína. E então, nós somos apresentados a mais um aspecto do tempo anterior da série, que sempre foi muito vago. A heroína foi uma das drogas usadas por Holmes. E depois de tanto tempo do contato direto com tal droga, é fato que a personagem ficou um tanto abalada (eu não queria usar essa palavra, mas dizemos que foi isso).

Entendendo bem do assunto, Holmes declara que não foi uma morte acidental, mas sim um assassinato, uma vez que a cena do crime não combinava com o crime em si. A polícia não botou fé e, por causa disso, tivemos muito pouco contato com a visão policial no caso.

Holmes dizendo que havia esquecido como era o cheiro de heroína cozida me fez pensar se de fato ele teria tido uma recaída, como a Watson supôs no começo do episódio. Mas, caros leitores, nem tudo é tão simples assim nesse mundo Sherlockiano.

Achei muito fora da personalidade ou mesmo do intelecto da personagem fazer o que ele fez. Convenhamos que confrontar um assassino em um estacionamento e não pensar que talvez ele (no caso, ela) estivesse armado, é simplesmente burrice. E soa absurdo quando estamos falando de Sherlock Holmes, brilhante homem e de grande intelecto, fazer isso sem definitivamente estar preparado por um bem provável conflito entre os dois foi o que me deixou pensando se foi proposital dos diretores. O que faz sentido, uma vez que depois de ter esse contato com a heroína depois de tanto tempo, influenciou demais na personagem, instigando-o a cometer burrices dessas.

Agora, o que me deixou bem feliz nesse episódio foi a evolução da Watson. Demo-nos de cara com uma Watson observadora, que devia ter deixado até o Holmes orgulhoso. O fato de ela ter observado e deduzido tantas coisas nesse episódio deixa muito claro que um influencia no outro. No último episódio, foi mais a influencia da Watson no Holmes, e agora, nesse episódio, a influencia do Holmes na Watson.

Pergunto-me se vai sair uma relação mais romântica disso ou não. Acho que o fato de estarmos nos envolvendo em uma história onde “elementar, caro Watson” foi trocado por “elementar, cara Watson” levantou suspeitas de um possível envolvimento romântico das personagens. E depois, por causa de algo que o Holmes admitiu no final do episódio, que levar essa vida implica ter uma vida solitária. Não é uma pessoa normal que aceita possuir um par romântico que pode saber mais coisas sobre você do que, bom, você mesmo. Depois de todos esses fatos, fica mais na cara de que um envolvimento romântico entre os dois seria ideal, uma vez que os dois possuem o mesmo “ramo de profissões”. Mas isso a gente só vai poder comentar legal nos próximos episódios. Agora só basta torcer.

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