Grey's Anatomy - 9.03: Love The One You're With


Escritores, o que vocês estão fazendo? Como vocês estão me conquistando de novo? ISSO É COISA DO CAPETA!



O episódio começa não ignorando o acidente de avião (o que devo dizer que me surpreendeu, porque a tia Shonda não é de ficar arrastando mortes de personagens – apesar das mortes em si só terem sido mencionadas rapidamente). Um advogado, provavelmente da companhia responsável pelo avião, ofereceu uma quantia de dinheiro que surpreendeu a todos. Todos concordam em aceitá-la, mas Derek ainda está pensativo.

Depois, duas surpresinhas: Owen e Cristina estão conversando, por telefone (yay!), e Meredith e Derek se mudaram para a casa nova. Arizona ainda está fria e distante com a esposa, e indisposta a ser gentil com enfermeiras que vem à casa. Quando April volta eu choro todos brincam, perguntando se não foi alucinação dela que Hunt a ofereceu o emprego de volta, já que eles não sabiam disso. Mas vamos falar do mais importante disso tudo: JESSE WILLIAMS SEM CAMISA. Pela objetividade que esta review tem que ter, eu não deveria comentar, mas acontece que tem pouca coisa me deixando feliz nessa série ultimamente. Deve ser uma tática da Rainha Malvada Shonda para conseguir fãs de volta – e quem sabe Shonda, quem sabe eu volte pra você.

Depois, alguns momentos não surpreendentes – ou seja, Callie sendo uma deusa, aqueles novos internos que eu simplesmente não engulo sendo chatos, April desconfortável perto do Jackson... Mas aí, temos a apresentação de uma paciente. Sim, uma paciente! Shonda ainda lembra que o cenário é um hospital e precisamos de maravilhas médicas! Talvez ela volte ao clássico Grey's com essa... hérnia? Bom, não podemos pedir muito. E ainda por cima, esta paciente está ansiosa para transar com o noivo pela primeira vez, o que com certeza acarretará numa inevitável discussão entre seus médicos, já que eles são Jackson e April (já conheço essa tática, diretora querida. Mas estou feliz de ver elementos realmente "greysanatominianos" de volta). E é o que acontece: April diz a Jackson que está se "revirginizando" através de muitas e muitas preces. Ai, menina de Deus (literalmente), às vezes tenho certeza que você queria ter sido freira. Pelo menos no meio de tudo ela menciona que gostava de N'Sync, o que me fez sorrir. Jackson fica chateado com a decisão e no fim do episódio encontra sua solução: diz a April que eles devem se evitar.

Uma paciente de trauma está no ER, o que me fez sentir como se estivesse de volta a uma das primeiras cinco temporadas – e isso, por sua vez, me deixou meio bobona de tão feliz.

Nesse momento, parece que me esqueci da morte de meus dois personagens preferidos. Algo que prometi não fazer, algo que sei que Shonda iria fazer (de um modo arquitetado meticulosamente), mas aconteceu mesmo assim, e sabe? Foi uma sensação boa. Não estou dizendo que vou esquecer a existência de Mark e Lexie, ou algum dia perdoar Shonda pelas circunstâncias de suas mortes, mas fiquei realmente extasiada pela forma como ela resolveu levantar os personagens depois deste último trauma. A consciência que eu tinha de como sentia falta do Grey's Anatomy clássico ficou ainda mais clara depois do tempo que passei boquiaberta, sorrindo, ou encarando a tela sem piscar por conta das maravilhas médicas. É como eu disse uma vez: sentia falta de quando esta série me fazia querer ser médica, e não querer morrer de depressão.

Claro que ainda desprezo os novos internos completamente, mas depois deste episódio acredito que Shonda irá se empenhar na missão de fazer-nos amá-los (mas espero que ela faça um trabalho melhor do que da última vez, porque dos quatro novos médicos que invadiram Seattle Grace na sexta temporada, só consegui gostar de um, e só de olhar para os músculos de Jesse Williams fica claro que o mérito vai a ele bem mais que à diretora).

Cristina, coitada, está sofrendo ao assistir numa cirurgia que traz junto seu maior medo/desprezo: Uma família animada e invasiva, que traz comida, conversa, abraça... O atendente chefe, com quem Cristina esperava operar ao invés do médico que lhe foi designado, diz que ela o acompanhará logo, e a força a sorrir. Seu atendente, no entanto, a surpreende com as técnicas que usa, e ao vê-la chorando mais tarde, conta-lhe que também já esteve num acidente de avião, onde foi o único sobrevivente.

Para alfinetar um pouco mais as feridas do acidente, Derek visita o porão onde os destroços do avião estão, e Mark e Lexie aparecem em flashbacks. Callie encontra Arizona numa poça de sua urina e, numa cena digna de vários prêmios, que certamente ainda reassistirei muitas vezes, ela coloca a esposa no chuveiro enquanto ela grita para ser solta, e Callie grita que não tem para onde ir, pois agora esta é a vida dela também, antes de começar a chorar.

Na reunião com os advogados, todos estão preparados para concordar em aceitar o dinheiro, mas Derek diz que eles não devem, pois se o fizerem não haverá investigação para saber o que aconteceu. Eles, como médicos, também passam por isso, mas investigam para que não aconteça de novo. Completando com "We can't let this happen to other people's Mark's and Lexie's" (chorei litros), eles unanimamente recusam o dinheiro.

"Foi um episódio bom". Precisei olhar para esta frase durante uns dez minutos para acreditar que eu, logo eu, escrevi isto sobre o episódio em que eu tinha o mínimo de expectativas possíveis. Das muitas táticas que Shonda poderia ter usado (e, neste ponto, achei que já conhecia suas bruxarias o bastante), optar por colocar todos de volta ao trabalho, mostrando-nos os casos, e integrar isto com a superação do trauma foi uma jogada certa. Se os escritores continuarem andando por este caminho, reparando os erros sem parar de evoluir, talvez eu nem precise quebrar um vaso na cabeça da Shonda quando conhecê-la.

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