Review: O Hobbit - Uma Jornada Inesperada (2012)








O retorno à Terra-média, depois de uma década, não poderia ter sido melhor.

(Review com alguns spoilers)

Quando anunciaram que SIM, o filme de O Hobbit iria ser feito e Guillermo Del Toro (na época) já estava trabalhando no roteiro, meu coração se encheu de esperança, ainda que duvidoso já que Peter Jackson — que fez a maravilhosa trilogia d'O Senhor dos Anéis — não estava no projeto. Entretanto, de um jeito estranho minhas preces foram atendidas — nada contra o Del Toro, pelo contrário — e uma das pessoas que mais entendem da obra Tolkien nesse planeta assumiu a direção do filme, que aliás seriam divididos em duas partes: sr. Jackson, claro. Desde então, tudo o que fiz foi esperar. 

O filme não me decepcionou de modo algum, nem mesmo nas caracterizações dos anões as quais eu supunha que fosse a primeira coisa que me incomodaria. Vi muita gente falando que alguns deles nem tem tanta barba, como ser anão sem aquela barba? Claro, vou perguntar a um pré-adolescente a mesma coisa e provavelmente ele vai voltar pra casa chorando e passar seis anos numa terapia. Alguns deles são mais jovens, apenas. Diferenciar cada anão de um jeito especial foi um trabalho difícil a fazer, mas Peter Jackson e sua equipe conseguiram brilhantemente. 

Outra coisa muito coerente na adaptação foi a grande explicação sobre o povo de Erebor (a.k.a. a cidade que a companhia de Thorin Oakenshield que retomar) e como eles foram expulsos de sua cidade natal, porque certamente uma grande parte do público que foi ao cinema ver O Hobbit não leu o livro e pouco sabia sobre a motivação dos anões. Gostei também que eles mudaram o objetivo deles para "ter de volta sua casa" e não somente ter a intenção de "ir atrás do tesouro que o dragão Smaug (Benedict Cumberbatch) furtou". Torna a história menos ambiciosa e mais humana, criando a conexão emocional com o público que o filme precisava. 

O filme começa de um jeito genial, com o começo das preparações para o aniversário de Bilbo e Frodo se dirigindo para onde ele e Gandalf se encontram no começo do primeiro filme d'O Senhor dos Anéis. Logo vemos Gandalf convidando o jovem Bilbo para uma aventura, e este logo desconversa. Mas o Mago, como bom enganador que é, dá seu jeitinho para incluir o hobbit nessa jornada com os treze anões para derrotar o temível dragão. Martin Freeman estava brilhante como o jovem Bolseiro, dosando bem entre uma interpretação semelhante à de Ian Holm e a criação de uma identidade própria do personagem. Sir Ian McKellen, como sempre, trouxe vida ao mago Gandalf e não decepcionou em nenhum momento. Outro destaque vai para Richard Armitage, que incorporou Thorin Oakenshield como nenhum outro ator faria melhor, e a amizade criada entre ele e Balin (Ken Stott) caiu perfeitamente e não atrapalhou em nada a história.

Eu particularmente não achei tão incômodo o tamanho do filme quanto pareceu irritar algumas pessoas. Senti que alguns momentos eram dedicados aos amantes da trilogia d'O Senhor dos Anéis, mas sem deixar de lado ou perder o foco da história. Andy Serkis volta interpretando um Gollum/Sméagol excepcionalmente  melhor delineado devido à melhora dos efeitos especiais, no que Peter Jackson gastou boa parte do orçamento do filme, juntamente com a utilização do 48fps, o que deu muito resultado: os efeitos especiais estão extremamente bem feitos e o HFR faz com que você se sinta realmente dentro do filme, apesar de incomodar um pouco o espectador que não tinha experimentado essa tecnologia antes. Um grande acerto do roteiro também foi ter criado um "vilão" para este primeiro filme, tornando a história mais ativa e proporcionando cenas para a demonstração do heroísmo escondido de Bilbo.

Depois de ver esse filme tão esperado e receber mais do que eu achava que obteria (o que não é algo ruim),  eu só posso querer ver mais de uma história que não abrange somente um livro considerado infantil, mas sim todo um universo que J.R.R. Tolkien criou com tanto carinho — primeiramente apenas para seus filhos — quando numa tarde enquanto corrigia exercícios de seus alunos em Oxford, ele deu início a um clássico da literatura mundial que encanta dezenas de gerações escrevendo "E num buraco no chão vivia um hobbit", numa página em branco. Bem, obrigada Tolkien e obrigada Peter Jackson por tornar isso real.

2 Response to Review: O Hobbit - Uma Jornada Inesperada (2012)

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Chorando aqui viu, COISA LINDA!

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Que review boa vou me retirar

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